terça-feira, 19 de maio de 2009

Ex-doente sobre Dilma: ’químio é duríssima’

de Cláudio Humberto

Um ex-paciente de tratamento de câncer linfático, que recebeu diagnóstico e prognóstico idênticos aos de Dilma Rousseff, adverte que a ministra será obrigada a diminuir bastante seu ritomo de trabalho para se dedicar à própria cura. "Quem disse que era fácil e que ela já estava curada, mentiu", afirma o empresário carioca Jorge Luiz Vieira Lima, que atualmente reside em Baltimore, nos Estados Unidos. "Sei exatamente o que ela está sentindo, não tem como aguentar a rotina e ela precisa se dedicar à cura do câncer", afirma. Para o empresátrio, que se curou do câncer há quase duas décadas, "o paciente precisa estar bem para receber a chamada "full dose" [dose completa]; fragilizada, ela não poderá receber essa dose e suas chances diminuem". Ele também avisa que a quimioterapia provoca efeitos colaterais, atacando vários órgãos, e "o paciente deve estar dedicado a se curar". Jorge Luiz Vieira de Lima acha que os "luas-pretas" (coordenadores) do projeto eleitoral da ministra precisam se preocupar mais com sua saúde do que com a manutenção do poder. "Ela tem que se afastar e curar. São quatro meses, depois ela volta".

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